sábado, janeiro 19, 2013

Paris

De repente me dei conta que nunca escrevi sobre nenhuma das minhas duas viagens. Que coisa. Tem um milhão de posts sobre meus dias todos iguais e nenhum post sobre as melhores semanas que eu já tive na vida. Como assim né ?

Acho que o sonho de todo mundo que estuda francês na vida é ir à Paris. Cronologicamente falando, não foi a minha primeira viagem, o primeiro solo francófono que eu pisei foi no Canadá, Québec. Talvez eu devesse começar falando dessa viagem, mas não vai dar. Tem uma mágoa engasgada que eu ainda não consegui esquecer completamente, mas eu juro que quando tiver superado isso vou fazer um post cheio de fotos de Montréal, Ville de Québec etc... Parece bobeira, mas essa semana eu assisti um curta ( http://www.myfrenchfilmfestival.com/fr/movie?movie=35018 ) que parecia uma filmagem das minhas férias no Canadá. Do tipo "inspirado em" ou "roteiro adaptado". O dia que eu não chorar mais assistindo esse filme, vai ser a hora de escrever sobre lá. Por enquanto, vou esparramar aqui as lembranças de Paris.

Claro que o Canadá estava presente nessa viagem também, consegui convencer o Steve a me acompanhar na trip to France. Não, ele não foi meu par romântico nesse filme, mas foi a melhor companhia que eu poderia ter escolhido. Eu achava que meu encontro com Steve seria num bar canadense em um futuro não muito distante, mas ao invés disso o encontro se deu no Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris. Oh lala!

Ele chegou uma hora adiantado e ficou me esperando no desembarque. Engraçado como algumas pessoas se tornam instantaneamente intimas, ver o Steve ali me esperando foi como ver algum amigo da faculdade, ou do trabalho, alguém corriqueiro na vida de quem você gosta muito sabe? Sem constrangimento nem timidez, começamos a contar sobre o vôo e tratamos de achar um lugar no aeroporto onde pudéssemos comprar as passagens pro trem que vai pra uma estação em Paris tipo a Sé aqui em SP, que sai metrô pra tudo que é lado (a diferença é que lá tem mais de 20 linhas de metrô né!)

Mapa do metrô de Paris aqui: http://rotasedestinos.files.wordpress.com/2007/11/metro-paris.jpg

Parecia um sonho. Quer dizer... se fosse no meu sonho todas as estações teriam escada rolante e eu não teria me perdido na estação Châtelet, muito menos teria alugado um apartamento no 4° andar de um prédio sem elevador. Nem todos os prédios em Paris tem elevador, pq são construções antigas e não dá pra meter um elevador num prédio desses, então imagina que as escadas pareciam infinitas e eu tinha uma mala de 300kg cheia de casacos e botas (mentira, eram só 13kg, mas parecia 300!)

O apartamento é esse aqui, cabem 3 pessoas : https://www.airbnb.com.br/rooms/191205

Tudo muito bom, a localização do apê era perfeita: em frente ao metrô Arts et Métiers e de uma padoca maravilhosa, no outro quarteirão tinha Carrefour (que é um mercadinho minusculo tipo quitanda, nada a ver com esse Carrefour que a gente tem aqui), na outra esquina tinha uma lanchonete que serve um hamburguer dos campeões e na frente da lanchonete adivinha? Um Laboratório de Análises Clínicas. Eu deveria ter levado um curriculo lá!


                              Vista da janela da sala:  Padoca e estação de metrô Arts et Métiers.


          A estação por dentro parece um submarino, é a única que tem esse formato, muito legal!

Os 5 primeiros dias eu e o Steve tratamos de turistar e dormir. Só. Ele fazia o café da manhã, eu lavava a louça, e depois rua, simples assim. Lembro que no segundo dia a gente foi passear e no final da noite enchemos a cara de cerveja num pub no 4ème (os bairros em Paris são divididos por números, eu estava no 3ème, o famoso Marais "Eu sou pobre pobre pobre de marré marré marré"), mas ao contrário do que a musica diz, no Marais só mora rico - é o bairro judeu de Paris - aliás é o único bairro em que o comércio funciona aos domingos (por razões óbvias), até as lojinhas dos made in China funcionam aos domingos nesse bairro, mesmo que o Sr.Xing-Ling não seja judeu. Ah, vai dizer que vc achava que em Paris não existia lojinha de chinês?

Peculiaridade é o que não falta nessa cidade linda. Parece clichê, mas Paris é tudo isso que todo mundo fala e MUITO MAIS. A porta do vagão do metrô tem maçaneta. Se vc vai sair, tem que abrir o trinco...

                                                                   Tô em Paris gente!


Eu congelando no frio de 2°C e o Steve sentindo a brisa leve, afinal ele é um urso polar canadense e eu um pinguim brazuca. Que saudade dele!

O Steve foi ao Louvre, mas eu só tirei essas fotos do lado de fora e me mandei pra Galerie Lafayete (http://www.galerieslafayette.com/ ) com o Stephan (meu par romântico nesse filme), ele me levou pra conhecer a Galerie e eu parecia uma criança na Disney, nem sabia pra que lado ia primeiro. Todas as marcas chiques ali, custando mais caro do que vc pode imaginar. Tem um stand da Melissa lá dentro, e uma sapatilha que aqui a gente paga 80 reais, lá custa quase o triplo. C'est chic? P-e...


Próximo capitulo: Comida, Compras, Franceses/as , Baladas, a chegada do Stephan, a partida do Steve.

À demain.

2 comentários:

Carlos Eduardo (Cau) disse...

Muito legal Mel... Gostei das fotos...

Nih_x disse...

Será que dá para gostar de Paris estando all by myself?!

Fico no aguardo dos próximos capítulos :)