Eu vi um homem morrer na minha frente, semana passada no pronto-socorro. No meio do burburinho da RCP, ouvi coisas como "ele bebeu", "afogou", "perdeu". Devia ter uns 30 anos (a minha idade!) e sim, tinha cara de bêbado. Eu saí da sala de emergência antes dos médicos atestarem o óbito, mas soube que o cara tinha morrido pelos gritos de dor da mãe dele, que eram idênticos aos gritos de dor daquela gestante que faltando uma semana para o parto, teve óbito fetal. Gritos de mães que perdem seus filhos são iguais, independente da idade ou da maneira que morreram, podem acordar um quarteirão inteiro, não pelos decibéis, mas pelo desespero agonizante que não se parece com nenhum outro tipo de choro que eu já ouvi na vida.
Mãe é mãe né.
sábado, janeiro 30, 2010
quarta-feira, janeiro 20, 2010
um conto curto.
Melissa chegou as seis em casa. Jogou um cigarro na pia só pra ouvir o breve som agonizante da chama que se apaga. Pensou que a vida era como a chama do cigarro, mas afastou rapidamente qualquer outro pensamento funesto. Eram seis da manhã, seis da manhã, e tudo que restava era o prazer que talvez ela pudesse proporcionar a si própria.
Pegou seu celular e tentou olhar a vida sob os olhos míopes do aparelho. Era escuro como uma rua sem saída, como a viela infinita dos seus sonhos. Neles, ela corria com os sapatos nas mãos nessa viela de cascalho. Preferia não dormir a ter que sonhar novamente com a porra da viela.
Encheu o bule de água. Ia fazer um café pra não ter que sonhar hoje. Pegava às sete e meia no trabalho, se caísse no sono fatalmente faltaria. Infelizmente, não havia pães na despensa – um armariozinho sobre a pia. Comer talvez fosse o grande erro, assim como passar a noite enchendo a cara e agüentando cantadas furadas na mesa do bar.
Durante esses anos todos, chegara a conclusão que nenhum homem era sincero, nenhum deles admitiria que só queria sexo. Por que preocupar-se? Por que não jogar o jogo? O bule chiava. Encheu um coador de café em pó enquanto aquele cheiro espalhava pela cozinha. Passou o café letárgica, sentou-se à mesa, virou no copo até a boca, adoçou e adormeceu pra sempre.
Francisco Orlandi Neto
Saudade de vc Chico.
Pegou seu celular e tentou olhar a vida sob os olhos míopes do aparelho. Era escuro como uma rua sem saída, como a viela infinita dos seus sonhos. Neles, ela corria com os sapatos nas mãos nessa viela de cascalho. Preferia não dormir a ter que sonhar novamente com a porra da viela.
Encheu o bule de água. Ia fazer um café pra não ter que sonhar hoje. Pegava às sete e meia no trabalho, se caísse no sono fatalmente faltaria. Infelizmente, não havia pães na despensa – um armariozinho sobre a pia. Comer talvez fosse o grande erro, assim como passar a noite enchendo a cara e agüentando cantadas furadas na mesa do bar.
Durante esses anos todos, chegara a conclusão que nenhum homem era sincero, nenhum deles admitiria que só queria sexo. Por que preocupar-se? Por que não jogar o jogo? O bule chiava. Encheu um coador de café em pó enquanto aquele cheiro espalhava pela cozinha. Passou o café letárgica, sentou-se à mesa, virou no copo até a boca, adoçou e adormeceu pra sempre.
Francisco Orlandi Neto
Saudade de vc Chico.
quarta-feira, janeiro 06, 2010
trecho.
"Ele tinha consciência de que não a amava. Casara-se porque gostava da sua altivez, sua seriedade, sua força e também por um tico de vaidade, mas enquanto ela o beijava pela primeira vez teve a certeza que não haveria nenhum obstáculo para inventar um bom amor. Não falaram a respeito nessa primeira noite em que falaram de tudo até o amanhecer, nem falariam nunca. Mas de um modo geral, nenhum dos dois se equivocou."
Gabriel García Marquez (O amor nos tempos do cólera, pp.198)
É isso.
episódio II
Outro dia eu estava trabalhando, sentada com meus tubinhos cheios de pensamentos e um tantinho de urina. Acho que ninguém imagina o quanto esse tipo de trabalho põe a gente pra pensar. Nesse dia, especificamente, eu tinha mais urinas do que pensamentos e achei bom, pq assim me distrairia, as horas passam mais depressa. Menos filosofia, mais trabalho.
- 1,2,3,4 mil leucócitos e uns 200 mil de hemácias... deve tá com um pedregulho nos rins, coitado. - afasto o microscópio, coço o olho, próxima amostra e PLOFT: a luz queimou.
Não preciso dizer a quantidade de palavrões que eu falei, pq aquele é o microscópio que eu uso pra trabalhar desde o dia que eu cheguei, é o que eu estou acostumada e mesmo tendo outros 3 disponíveis, insisiti em trocar a lâmpada daquele que eu estava usando.
Achei a lampadinha na gaveta, e com todo cuidado fiz a troca. Eu já tinha feito isso outras vezes, então nem foi tão difícil assim. E volto a contar bolinhas, contar num papel o quanto a outra pessoa está doente. Olhando ali células de alguém que eu não conheço, sabendo antes dela mesma que remédio ela vai ter que tomar. Que tipo de medicina é essa, que não se olha na cara de ninguém, mas pode-se descobrir de um tudo da vida da pessoa? Perdida, completamente perdida nas minhas filosofias de madrugada, nos pensamentos de tubinhos, na musica cafona que as recepcionistas ouvem, começou o cheiro de queimado. "Ah não...ele não vai pifar..."
Sim ele pifou. O microscópio eleito, o que eu tive cuidado e preferia, mesmo sem ter testado os outros, agora estava cheirando queimado. Desliguei. Respirei. Não sei consertar microscópio e mesmo que soubesse não teria tempo pra isso.
Contrariada, tirei da tomada e enrolei o fio em volta dele, com tanta pena que parecia ter morrido alguém. Teria que escolher algum daqueles outros e depois de testá-los, peguei um menos pior. Até que ele não era tão ruim, a altura era boa, mas estava um pouco desfocado, tipo TV que não pega, cheia de sombras, tive que tomar cuidado pra não contar dobrado. E assim foi, durante duas horas seguidas, até que lembrei do condensador*.
Bastou um toque de leve pra descobrir que o melhor microscópio do mundo estava o tempo todo do meu lado, sua nitidez de imagem, sua luz branca, seu foco incrível. Se eu soubesse disso antes, já estaria trabalhando com ele há muito tempo e agora, eu não largo dele por nada.
Nunca imaginei que uma luz queimada me faria enxergar melhor =)
*Condensador: sistema de lentes que alinha e focaliza a luz da lâmpada sobre a amostra. Localiza-se na parte inferior da platina. ( olha aqui )
- 1,2,3,4 mil leucócitos e uns 200 mil de hemácias... deve tá com um pedregulho nos rins, coitado. - afasto o microscópio, coço o olho, próxima amostra e PLOFT: a luz queimou.
Não preciso dizer a quantidade de palavrões que eu falei, pq aquele é o microscópio que eu uso pra trabalhar desde o dia que eu cheguei, é o que eu estou acostumada e mesmo tendo outros 3 disponíveis, insisiti em trocar a lâmpada daquele que eu estava usando.
Achei a lampadinha na gaveta, e com todo cuidado fiz a troca. Eu já tinha feito isso outras vezes, então nem foi tão difícil assim. E volto a contar bolinhas, contar num papel o quanto a outra pessoa está doente. Olhando ali células de alguém que eu não conheço, sabendo antes dela mesma que remédio ela vai ter que tomar. Que tipo de medicina é essa, que não se olha na cara de ninguém, mas pode-se descobrir de um tudo da vida da pessoa? Perdida, completamente perdida nas minhas filosofias de madrugada, nos pensamentos de tubinhos, na musica cafona que as recepcionistas ouvem, começou o cheiro de queimado. "Ah não...ele não vai pifar..."
Sim ele pifou. O microscópio eleito, o que eu tive cuidado e preferia, mesmo sem ter testado os outros, agora estava cheirando queimado. Desliguei. Respirei. Não sei consertar microscópio e mesmo que soubesse não teria tempo pra isso.
Contrariada, tirei da tomada e enrolei o fio em volta dele, com tanta pena que parecia ter morrido alguém. Teria que escolher algum daqueles outros e depois de testá-los, peguei um menos pior. Até que ele não era tão ruim, a altura era boa, mas estava um pouco desfocado, tipo TV que não pega, cheia de sombras, tive que tomar cuidado pra não contar dobrado. E assim foi, durante duas horas seguidas, até que lembrei do condensador*.
Bastou um toque de leve pra descobrir que o melhor microscópio do mundo estava o tempo todo do meu lado, sua nitidez de imagem, sua luz branca, seu foco incrível. Se eu soubesse disso antes, já estaria trabalhando com ele há muito tempo e agora, eu não largo dele por nada.
Nunca imaginei que uma luz queimada me faria enxergar melhor =)
*Condensador: sistema de lentes que alinha e focaliza a luz da lâmpada sobre a amostra. Localiza-se na parte inferior da platina. ( olha aqui )
quarta-feira, dezembro 30, 2009
06:39 pm
Eu queria que fosse mais complicado, mas cada vez que eu olho pra tudo isso vejo que não tem nada demais, que não tem psiquê nem subconsciente. Nenhuma intenção escondida por trás de palavras meio-ditas. Nada. Você é igual aos outros.
O que aconteceu com seu beijo de efedrina? Quando foi que ele virou apenas saliva?
E por mais que eu não quisesse ouvir, eram os outros que estavam certos, em suas visões simplistas de quem está de fora. Eu briguei, eu não queria aceitar.
E os olhares acusadores eram como um tapa: "olha aqui sua burra!"
Eu quis te salvar dentro de mim, mas você morreu.
Desculpa.
O que aconteceu com seu beijo de efedrina? Quando foi que ele virou apenas saliva?
E por mais que eu não quisesse ouvir, eram os outros que estavam certos, em suas visões simplistas de quem está de fora. Eu briguei, eu não queria aceitar.
E os olhares acusadores eram como um tapa: "olha aqui sua burra!"
Eu quis te salvar dentro de mim, mas você morreu.
Desculpa.
quinta-feira, dezembro 17, 2009
Açúcar amargo
Melissa diz:
ohn
vc não tá bem hj mesmo né
rhony. diz:
nem um pouco
=s
Melissa diz:
será que eu posso ajudar?
rhony. diz:
vc ajuda existindo
Melissa diz:
amo vc.
E eu amo mesmo.
ohn
vc não tá bem hj mesmo né
rhony. diz:
nem um pouco
=s
Melissa diz:
será que eu posso ajudar?
rhony. diz:
vc ajuda existindo
Melissa diz:
amo vc.
E eu amo mesmo.
terça-feira, dezembro 15, 2009
meu bem...
daqui eu observo e vejo vc fazer tudo errado de novo.
Comparo as coisas que vc diz com as coisas que vc faz e nada está de acordo, é até engraçado.
E a unica conclusão que eu tiro de tudo isso, é que quem se enganou de verdade fui eu.
Cuide-se.
Comparo as coisas que vc diz com as coisas que vc faz e nada está de acordo, é até engraçado.
E a unica conclusão que eu tiro de tudo isso, é que quem se enganou de verdade fui eu.
Cuide-se.
segunda-feira, dezembro 07, 2009
Das lições e das paixões.
Hoje é aniversário do Ger, parabéns velhinho por seus trintão!
As vezes, de tanto que eu falo nele, as pessoas podem achar que eu ainda sinto alguma coisa, mas não é bem isso... Acontece que o Ger é a única referência que eu tenho de alguma coisa que deu certo comigo. Acho que foi com ele que eu aprendi que estar apaixonada nem sempre é o mais importante.
Oi? mas eu mesma que disse que terminei justamente pq não tava apaixonada, agora vem com essa de "não é o mais importante?!"
Eu já perdi as contas de quantas vezes me apaixonei e desapaixonei desde que terminei o namoro, acho que nem lembro o nome de todas as pessoas.É aquele sentimento meio sufocante, de joelhos moles e mãos trêmulas, de falta de ar e sofrimento poético, que sempre terminava do mesmo jeito que começou, ou seja, rápido. Não consigo ter a lembrança de alguma dessas paixões onde eu realmente gostava de conversar com a pessoa ou tinha uma certa admiração. Respeito eu tenho sim (por educação talvez), mas admiração é tão difícil e no final das contas não se salvava nem a amizade e aí voltava o vazio.
Algumas paixões eram mais violentas, outras nem tanto, mas a sensação entorpecente acontecia sempre, tipo um vício. E é até engraçado pq de certa forma era tão previsível o final trágico da coisa, que eu não entendo pq eu não parava antes. E de novo, de novo, de novo...
Ai, acho uó citar música em meio de texto, mas é bem verdade que agora "eu quero a sorte de um amor tranquilo", pq eu percebi que esse é o tipo mais valioso, é o tipo que vc não esquece nunca, sobretudo em tempos de pessoas de plástico, de gentinha descartável, onde sempre tem (UAU!!!), uma festa.
Os joelhos moles e as mãos trêmulas podem aparecer a qualquer momento, até pra um bandido (rs, não resisti), mas alguém que aguenta suas piadas ruins, o mau-humor e ainda consegue ver alguma coisa de bom nisso, ah, eu acho que deve ser levado a sério. Pena que isso é tão difícil, muito mais difícil do que qualquer paixão desavorada, dessas de novela. Acho que nesse tempo todo só teve uma pessoa com quem eu realmente gostasse de conversar e nutrisse admiração e desejo ao mesmo tempo, mas é carta fora do meu baralho, ele não é pra mim.
Mesmo assim eu ainda tenho aquela idéia romântica meio boba, de que em algum lugar tem alguém que vai ficar comigo, só que eu ainda não sei quem é. Não era o Gerson, mas eu sou agradecida pela lição que aprendi com ele e agora eu espero conseguir aproveitar a chance, quando o pote de ouro cair de novo no meu quintal, nem que seja só uma moedinha. =)
As vezes, de tanto que eu falo nele, as pessoas podem achar que eu ainda sinto alguma coisa, mas não é bem isso... Acontece que o Ger é a única referência que eu tenho de alguma coisa que deu certo comigo. Acho que foi com ele que eu aprendi que estar apaixonada nem sempre é o mais importante.
Oi? mas eu mesma que disse que terminei justamente pq não tava apaixonada, agora vem com essa de "não é o mais importante?!"
Eu já perdi as contas de quantas vezes me apaixonei e desapaixonei desde que terminei o namoro, acho que nem lembro o nome de todas as pessoas.É aquele sentimento meio sufocante, de joelhos moles e mãos trêmulas, de falta de ar e sofrimento poético, que sempre terminava do mesmo jeito que começou, ou seja, rápido. Não consigo ter a lembrança de alguma dessas paixões onde eu realmente gostava de conversar com a pessoa ou tinha uma certa admiração. Respeito eu tenho sim (por educação talvez), mas admiração é tão difícil e no final das contas não se salvava nem a amizade e aí voltava o vazio.
Algumas paixões eram mais violentas, outras nem tanto, mas a sensação entorpecente acontecia sempre, tipo um vício. E é até engraçado pq de certa forma era tão previsível o final trágico da coisa, que eu não entendo pq eu não parava antes. E de novo, de novo, de novo...
Ai, acho uó citar música em meio de texto, mas é bem verdade que agora "eu quero a sorte de um amor tranquilo", pq eu percebi que esse é o tipo mais valioso, é o tipo que vc não esquece nunca, sobretudo em tempos de pessoas de plástico, de gentinha descartável, onde sempre tem (UAU!!!), uma festa.
Os joelhos moles e as mãos trêmulas podem aparecer a qualquer momento, até pra um bandido (rs, não resisti), mas alguém que aguenta suas piadas ruins, o mau-humor e ainda consegue ver alguma coisa de bom nisso, ah, eu acho que deve ser levado a sério. Pena que isso é tão difícil, muito mais difícil do que qualquer paixão desavorada, dessas de novela. Acho que nesse tempo todo só teve uma pessoa com quem eu realmente gostasse de conversar e nutrisse admiração e desejo ao mesmo tempo, mas é carta fora do meu baralho, ele não é pra mim.
Mesmo assim eu ainda tenho aquela idéia romântica meio boba, de que em algum lugar tem alguém que vai ficar comigo, só que eu ainda não sei quem é. Não era o Gerson, mas eu sou agradecida pela lição que aprendi com ele e agora eu espero conseguir aproveitar a chance, quando o pote de ouro cair de novo no meu quintal, nem que seja só uma moedinha. =)
quarta-feira, dezembro 02, 2009
En français.
Et ces jours que j'ai passée
Et ce coeur que n'arrete
la beautée de tout ça, peut être
l'impossible
je ne sais plus
je ne sais plus
je pense encore
avec un sanglot muet:
il y aura un jour,
un seul jour?
les autres
je souhaite
je souhaite
Et ce coeur que n'arrete
la beautée de tout ça, peut être
l'impossible
je ne sais plus
je ne sais plus
je pense encore
avec un sanglot muet:
il y aura un jour,
un seul jour?
les autres
je souhaite
je souhaite
quarta-feira, novembro 25, 2009
Quadrilha
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
(Carlos Drummond de Andrade)
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
(Carlos Drummond de Andrade)
segunda-feira, novembro 23, 2009
11:51 pm.
Eu muito curiosa querendo entender o que era mixagem e masterização:
Cello diz: em miudos, mixar é arrumar tudo junto, masterizar é fazer a faixa pular no seu falante.
Cello diz: comparando com produção feminina de roupa: mixar é combinar a roupa e o sapato,
masterizar é botar detalhes tipo um bottom e fazer a maquiagem.
Adorei a didática.
Cello diz: em miudos, mixar é arrumar tudo junto, masterizar é fazer a faixa pular no seu falante.
Cello diz: comparando com produção feminina de roupa: mixar é combinar a roupa e o sapato,
masterizar é botar detalhes tipo um bottom e fazer a maquiagem.
Adorei a didática.
segunda-feira, novembro 16, 2009
Piada de loira.
Hoje, prova na faculdade. No fundão, a gente colava na cara dura:
Profa. - Ei, as duas loiras aí no fundo!
Renan (sentado na minha frente) - Eu só peguei o lápis que caiu no chão professora!
Profa. - Eu tava falando com a loira de trás.
Bicha.
Profa. - Ei, as duas loiras aí no fundo!
Renan (sentado na minha frente) - Eu só peguei o lápis que caiu no chão professora!
Profa. - Eu tava falando com a loira de trás.
Bicha.
quarta-feira, novembro 04, 2009
9:21 pm.
Com Chock, no Gtalk:
Edu: tô em casa já.
(Tava ligando o circulador de ar. Antes que eu sumisse...)
eu: é da Arno seu circulador de ar?
circuladores de ar sempre são da Arno
Edu: Mondial.
Sempre sou meio estranho.
hahaha
eu: como vc é indie.
Edu: tô em casa já.
(Tava ligando o circulador de ar. Antes que eu sumisse...)
eu: é da Arno seu circulador de ar?
circuladores de ar sempre são da Arno
Edu: Mondial.
Sempre sou meio estranho.
hahaha
eu: como vc é indie.
8:50 pm.
Sempre tem umas figuras bizarras que me adicionam no MSN.
A de hoje foi:
eu - Quem é?
ele - Jurandir
eu - Prazer, Jurema.
ele - qual sua cidade?
eu - Jurupeba (existe isso?)
ele - eu sou de Santos.
¬¬
A de hoje foi:
eu - Quem é?
ele - Jurandir
eu - Prazer, Jurema.
ele - qual sua cidade?
eu - Jurupeba (existe isso?)
ele - eu sou de Santos.
¬¬
quinta-feira, outubro 15, 2009
21:45
"Those days and nights I was good to you.
They must not have meant very much to you.
The night I needed you the most,
My cries fell on deaf ears."
(Running - Information Society)
Hoje de manhã peguei o iPod do meu irmão emprestado e foi ouvindo essa música que entrei na faculdade, duas horas atrasada. Antes eu gostava de ir pra faculdade, mas agora eu acho um saco... de manhã o mundo é um saco e sinceramente eu não vejo a hora disso tudo acabar e eu poder dedicar minhas manhãs ao sono e meu dinheiro a uma casa.
Mas não é de todo mal e no fundo eu me divirto. Sabe aquelas meninas que vão de salto fino logo cedo na faculdade? E aqueles cabeludos usando camiseta de umas bandas tipo Blind Guardian ou EdGuy? Então, lá tem de monte. De vez em quando eu tenho ímpetos de chegar numa dessas criaturas e dizer: "Cê tá todo errado" mas eles devem achar a mesma coisa de mim, do meu cabelo cinza e dos modelos de óculos absurdos que eu chego usando logo cedo também. No fundo eu me sinto aliviada, já pensou se eu fosse como eles? Medo.
A parte boa é o meu emprego: trabalho 3 noites por semana, durmo entre 3 e 6 da manhã e ainda me pagam mais pra isso. Adoro. Obviamente eu reclamo como todo funcionário público faz e tenho consciência que faço isso de barriga cheia, afinal não conheço ninguém com um emprego diurno que consiga dormir entre 3 e 6 da tarde com o consentimento da chefia. A pergunta que todo mundo me faz: se eu quero ir pra equipe do dia? Nem morta! hahahahahahahaha...ganhar menos e trabalhar mais não é pra mim, beijos.
O namorado? ah, dei cartão vermelho. Até gostava dele, mas não tanto quanto eu sei que sou capaz de gostar de alguém. Excelente pessoa, tomara que ele arrume alguém mais parecida com ele...é leve demais pra mim, será que dá pra entender?
Voltando ao assunto da faculdade, cheguei faltando 10 minutos pro intervalo e descobri que logo após nós teríamos aula prática de anatomorto. Assunto do dia: Sistema Reprodutor Masculino e Feminino. Incompetência do dia: esqueci de levar o avental portanto não poderia entrar no laboratório. Fui embora, comprei uma saia verde, tinta cinza e uns esmaltes, daí me mandei pra manicure e voltei pra casa linda, cinza e de unhas feitas. A idéia era estudar a matéria que eu (não) tive hoje, mas pensando bem acho que vou ver um filme. Agora.
PS: Rápido assim, igual um sorvete, ele veio e foi. E dessa vez um sorvete teria sido mais gostoso do que um milk shake de Ovomaltine, do que um amor pra vida inteira.
They must not have meant very much to you.
The night I needed you the most,
My cries fell on deaf ears."
(Running - Information Society)
Hoje de manhã peguei o iPod do meu irmão emprestado e foi ouvindo essa música que entrei na faculdade, duas horas atrasada. Antes eu gostava de ir pra faculdade, mas agora eu acho um saco... de manhã o mundo é um saco e sinceramente eu não vejo a hora disso tudo acabar e eu poder dedicar minhas manhãs ao sono e meu dinheiro a uma casa.
Mas não é de todo mal e no fundo eu me divirto. Sabe aquelas meninas que vão de salto fino logo cedo na faculdade? E aqueles cabeludos usando camiseta de umas bandas tipo Blind Guardian ou EdGuy? Então, lá tem de monte. De vez em quando eu tenho ímpetos de chegar numa dessas criaturas e dizer: "Cê tá todo errado" mas eles devem achar a mesma coisa de mim, do meu cabelo cinza e dos modelos de óculos absurdos que eu chego usando logo cedo também. No fundo eu me sinto aliviada, já pensou se eu fosse como eles? Medo.
A parte boa é o meu emprego: trabalho 3 noites por semana, durmo entre 3 e 6 da manhã e ainda me pagam mais pra isso. Adoro. Obviamente eu reclamo como todo funcionário público faz e tenho consciência que faço isso de barriga cheia, afinal não conheço ninguém com um emprego diurno que consiga dormir entre 3 e 6 da tarde com o consentimento da chefia. A pergunta que todo mundo me faz: se eu quero ir pra equipe do dia? Nem morta! hahahahahahahaha...ganhar menos e trabalhar mais não é pra mim, beijos.
O namorado? ah, dei cartão vermelho. Até gostava dele, mas não tanto quanto eu sei que sou capaz de gostar de alguém. Excelente pessoa, tomara que ele arrume alguém mais parecida com ele...é leve demais pra mim, será que dá pra entender?
Voltando ao assunto da faculdade, cheguei faltando 10 minutos pro intervalo e descobri que logo após nós teríamos aula prática de anatomorto. Assunto do dia: Sistema Reprodutor Masculino e Feminino. Incompetência do dia: esqueci de levar o avental portanto não poderia entrar no laboratório. Fui embora, comprei uma saia verde, tinta cinza e uns esmaltes, daí me mandei pra manicure e voltei pra casa linda, cinza e de unhas feitas. A idéia era estudar a matéria que eu (não) tive hoje, mas pensando bem acho que vou ver um filme. Agora.
PS: Rápido assim, igual um sorvete, ele veio e foi. E dessa vez um sorvete teria sido mais gostoso do que um milk shake de Ovomaltine, do que um amor pra vida inteira.
segunda-feira, setembro 28, 2009
05:37 pm
É estranho e eu queria poder escrever tudo aqui...
Por enquanto eu só prefiro dizer que vc é leve demais pra mim.
Tão leve que me sufoca.
Pessoas se apaixonam umas pelas outras pelos motivos mais idiotas possíveis e eu acho que a gente pulou essa parte. Pelo menos eu pulei e agora eu tou querendo pular fora.
porra.
acho que eu vou ferrar com tudo de novo.
que bom.
Por enquanto eu só prefiro dizer que vc é leve demais pra mim.
Tão leve que me sufoca.
Pessoas se apaixonam umas pelas outras pelos motivos mais idiotas possíveis e eu acho que a gente pulou essa parte. Pelo menos eu pulei e agora eu tou querendo pular fora.
porra.
acho que eu vou ferrar com tudo de novo.
que bom.
segunda-feira, setembro 14, 2009
assim mesmo
Segunda feira, 15:23
(O mundo trabalha freneticamente. Eu durmo com meu namorado.)
- Tá indo dormir? Tou saindo da casa do paciente agora...
- Não, tô te esperando, vc vem dormir comigo?
- Vou, tô chegando aí em 20 minutos.
- Posso ser sua paciente?
- Ô!
Terça feira, 18:05
(O mundo volta do trabalho. Eu tô saindo de casa pra ir trabalhar.)
- Preciso pegar o trem das 18:15, tô atrasada.
- Eu vou com vc até lá.
- Obrigada, então segura minha mochila?
Quarta feira, 02:37
(O mundo dorme. Eu xingo até a última geração dos médicos plantonistas e reveso uma soneca com minha amiga no plantão.)
- Mas que grande filho da puta esse médico que pede exame de urina às 3 e meia da manhã! Quem é que morre disso??
- Vamo tomar um café vai, cê tá com sono...
- Mesmo assim é melhor do que trabalhar de dia, eu já tou quase acostumando...
- Eu durmo até as 4h depois vc dorme até 5:30, ok?
- Fechou.Trouxe colchonete?
Quinta feira, 11:30
(O mundo almoça com colegas de trabalho. Eu almoço com meu namorado e depois vou aproveitar minha folga.)
- Vem almoçar comigo na Barra Funda e daqui a gente vai bater perna no Centro!
- Tô chegando, me espera em frente o shopping...
- Depois a gente pode ir assistir televisão?
- Pode, claro que pode...
Sexta feira, 13:15
(O mundo planeja o final de semana. Eu durmo pra poder aguentar o plantão noturno e encarrego o namorado de me acordar no horário certo.)
- Que hora vc quer que eu te acorde?
- Cinco horas. Não esquece tá?
- RONC!
- Vc já dormiu e quem vai trabalhar à noite sou eu!
- Desculpa...
Sábado, 13:50
(O mundo aproveita o sábado à tarde e eu também, mas com 50% da capacidade reduzida.)
- Acorda, vamos dar uma volta...
- Nhaaaaaaa, me deixa
- Vem, eu te faço café
- Nhaaaaaa não quero
- Te levo na loja pra comprar Melissinha
- Ok, em 5 minutos tou pronta.
Domingo, 23:58
(O mundo pragueja contra a segunda feira. Eu já estou no trabalho, então foda-se.)
- E amanhã eu te vejo?
- Eu saio da faculdade e vou pra casa dormir né, vou trabalhar a noite toda hoje...
- Tá bom, vou atender meu paciente e depois vou pra tua casa.
- Pra dormir?
- com vc? sim.
- Ahhhwww... (derreti)
(O mundo trabalha freneticamente. Eu durmo com meu namorado.)
- Tá indo dormir? Tou saindo da casa do paciente agora...
- Não, tô te esperando, vc vem dormir comigo?
- Vou, tô chegando aí em 20 minutos.
- Posso ser sua paciente?
- Ô!
Terça feira, 18:05
(O mundo volta do trabalho. Eu tô saindo de casa pra ir trabalhar.)
- Preciso pegar o trem das 18:15, tô atrasada.
- Eu vou com vc até lá.
- Obrigada, então segura minha mochila?
Quarta feira, 02:37
(O mundo dorme. Eu xingo até a última geração dos médicos plantonistas e reveso uma soneca com minha amiga no plantão.)
- Mas que grande filho da puta esse médico que pede exame de urina às 3 e meia da manhã! Quem é que morre disso??
- Vamo tomar um café vai, cê tá com sono...
- Mesmo assim é melhor do que trabalhar de dia, eu já tou quase acostumando...
- Eu durmo até as 4h depois vc dorme até 5:30, ok?
- Fechou.Trouxe colchonete?
Quinta feira, 11:30
(O mundo almoça com colegas de trabalho. Eu almoço com meu namorado e depois vou aproveitar minha folga.)
- Vem almoçar comigo na Barra Funda e daqui a gente vai bater perna no Centro!
- Tô chegando, me espera em frente o shopping...
- Depois a gente pode ir assistir televisão?
- Pode, claro que pode...
Sexta feira, 13:15
(O mundo planeja o final de semana. Eu durmo pra poder aguentar o plantão noturno e encarrego o namorado de me acordar no horário certo.)
- Que hora vc quer que eu te acorde?
- Cinco horas. Não esquece tá?
- RONC!
- Vc já dormiu e quem vai trabalhar à noite sou eu!
- Desculpa...
Sábado, 13:50
(O mundo aproveita o sábado à tarde e eu também, mas com 50% da capacidade reduzida.)
- Acorda, vamos dar uma volta...
- Nhaaaaaaa, me deixa
- Vem, eu te faço café
- Nhaaaaaa não quero
- Te levo na loja pra comprar Melissinha
- Ok, em 5 minutos tou pronta.
Domingo, 23:58
(O mundo pragueja contra a segunda feira. Eu já estou no trabalho, então foda-se.)
- E amanhã eu te vejo?
- Eu saio da faculdade e vou pra casa dormir né, vou trabalhar a noite toda hoje...
- Tá bom, vou atender meu paciente e depois vou pra tua casa.
- Pra dormir?
- com vc? sim.
- Ahhhwww... (derreti)
sábado, agosto 22, 2009
E tudo muda de novo.
Daí que aquele emprego não deu certo, tava comendo um pedação da minha aula na faculdade, os horários não batiam. Pedi pra sair mais cedo, não deixaram.
Eu fiquei triste pra cacete, pq não tinha alternativa, se pedisse as contas não teria como pagar a faculdade...Deus deve ter ficado com dó de mim e me deu um namorado de presente, pra eu aguentar só mais um pouquinho...
E aí, supresa! Fui chamada pra assumir um cargo público (quer coisa melhor?), num hospital municipal em Barueri, vou ganhar o dobro e trabalhar a metade. Quer mais? O horário é sussa e dá pra chegar tranquila na facul. Agora, com a estabilidade que o cargo público me dá, vou comprar uma casa colorida, adotar um vira-lata e aprender a cozinhar, definitivamente.
O namorado é legal, mas ainda não tá no tempo de virar marido.
Feliz, muito feliz =)
Luv,
M.
Daí que aquele emprego não deu certo, tava comendo um pedação da minha aula na faculdade, os horários não batiam. Pedi pra sair mais cedo, não deixaram.
Eu fiquei triste pra cacete, pq não tinha alternativa, se pedisse as contas não teria como pagar a faculdade...Deus deve ter ficado com dó de mim e me deu um namorado de presente, pra eu aguentar só mais um pouquinho...
E aí, supresa! Fui chamada pra assumir um cargo público (quer coisa melhor?), num hospital municipal em Barueri, vou ganhar o dobro e trabalhar a metade. Quer mais? O horário é sussa e dá pra chegar tranquila na facul. Agora, com a estabilidade que o cargo público me dá, vou comprar uma casa colorida, adotar um vira-lata e aprender a cozinhar, definitivamente.
O namorado é legal, mas ainda não tá no tempo de virar marido.
Feliz, muito feliz =)
Luv,
M.
terça-feira, julho 28, 2009
Clouds - Ceremony
Oi Mundo,
É, então, um monte de coisa aconteceu e continua acontecendo assim, meio do jeito que eu queria ou do jeito que tem que ser.
Eu briguei. Ou talvez brigar não seja bem a palavra...acho na verdade eu me rendi. Falei o que eu achava, falei que a minha torneira tava aberta desperdiçando aquele montão de água e que aquilo não era certo, mas o que eu posso fazer além disso? É engraçado, como uma coisa pode ser tão certa e tão errada ao mesmo tempo né?
-Não teve um dia sequer que eu não pensei em vc - deve ser a coisa mais sincera que eu já disse pra alguém. Aliás, eu não disse, mas antes tivesse dito, daí não criaria esse câncer na garganta com isso preso aqui.
A verdade toda é que eu te amo, mas a minha vida tem que continuar.
E eu vou te amar pra sempre, ainda que eu esteja nos braços de outro.
Um beijo e se cuida
Love,
M.
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