Existem pessoas que fazem a gente se encontrar, outras fazem a gente se perder.
Eu me casaria com alguém que conseguisse fazer os dois.
Eu sei, falei ainda hoje que demoraria a postar no blog, mas tive esse pensamento durante o banho, lavando a cabeça com shampoo e não consegui guardar só pra mim. Acho que a espuma foi além dos fios, talvez tenha levado para o ralo alguma coisa que me escondia essa verdade no subconsciente. Descobri algum motivo onde até então eu não via nada.
Pensei nisso e fiquei feliz, sorri e senti o gosto do sabão entre os dentes.
(...)
Poderia falar horas sobre isso, mas não vou além.
O resto é só meu.
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
RSVP
Eu tinha escrito todo um texto enorme sobre coisas e pessoas e apaguei tudo pq você quebrou as minhas pernas.
eu poderia não responder mais, mesmo pq em um monte de coisas eu não tenho nada a ver com você, mas vc me cutuca, me instiga, descobre coisas sobre mim como ninguém nunca fez.
Vc admite, e isso faz vc ficar insuportavelmente parecido comigo, vc ADMITE, numa época em que admitir é fraqueza, que ninguém admite nada.
A ordem é fugir, mas eu não consigo seguir essas regras, nem vc consegue.
Você leu muito sobre o que eu era, sabe um tanto sobre quem eu sou, mas será que vc sabe o que eu quero daqui pra frente? Você disse que eu sou do tipo que enjoa fácil (volúvel?), mas eu não conheço ninguém que não seja, vc conhece?
Acontece, meu caro, que aos 30 anos a coisa muda, vc sabe disso pq temos a mesma idade. Não dá pra continuar maluquinha e desapegada, a vida PEDE mais e eu QUERO isso pra mim, portanto não tire conclusões precipitadas.
Você se identifica comigo pelos mesmo motivos, somos dois arrependidos, tivemos a sorte grande na mão uma vez e não aproveitamos, já rodamos consultórios psiquiátricos e tomamos remédio pra depressão como se fosse balinha, descemos ao inferno 150 vezes por dia e voltamos em todas elas com o sarcasmo que nem o capeta seria capaz de ter. A gente procura um amor que não existe e divide essa dor, sabe meu bem, a dor une muito mais as pessoas do que o amor. Os atormentados se atraem, ou vai me dizer que você tem algum amigo com todos os parafusos? Vai me dizer que vc não morre de tédio diante de uma pessoa "normal"?
de qualquer maneira, nós dois sabemos que a magia disso tudo está na distância. Meu nome mora na tua boca só enquanto vc não pode pronunciá-lo numa distância em que eu possa ouvir.
eu poderia não responder mais, mesmo pq em um monte de coisas eu não tenho nada a ver com você, mas vc me cutuca, me instiga, descobre coisas sobre mim como ninguém nunca fez.
Vc admite, e isso faz vc ficar insuportavelmente parecido comigo, vc ADMITE, numa época em que admitir é fraqueza, que ninguém admite nada.
A ordem é fugir, mas eu não consigo seguir essas regras, nem vc consegue.
Você leu muito sobre o que eu era, sabe um tanto sobre quem eu sou, mas será que vc sabe o que eu quero daqui pra frente? Você disse que eu sou do tipo que enjoa fácil (volúvel?), mas eu não conheço ninguém que não seja, vc conhece?
Acontece, meu caro, que aos 30 anos a coisa muda, vc sabe disso pq temos a mesma idade. Não dá pra continuar maluquinha e desapegada, a vida PEDE mais e eu QUERO isso pra mim, portanto não tire conclusões precipitadas.
Você se identifica comigo pelos mesmo motivos, somos dois arrependidos, tivemos a sorte grande na mão uma vez e não aproveitamos, já rodamos consultórios psiquiátricos e tomamos remédio pra depressão como se fosse balinha, descemos ao inferno 150 vezes por dia e voltamos em todas elas com o sarcasmo que nem o capeta seria capaz de ter. A gente procura um amor que não existe e divide essa dor, sabe meu bem, a dor une muito mais as pessoas do que o amor. Os atormentados se atraem, ou vai me dizer que você tem algum amigo com todos os parafusos? Vai me dizer que vc não morre de tédio diante de uma pessoa "normal"?
de qualquer maneira, nós dois sabemos que a magia disso tudo está na distância. Meu nome mora na tua boca só enquanto vc não pode pronunciá-lo numa distância em que eu possa ouvir.
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
CPTM
No trem, dois caras conversando do meu lado. Um mostra o mp3 pro outro e diz:
- Olha que música foda!
- É mesmo, quem canta?
- David Coverdale...
- Ah é, não conheço
- Ele era vocalista de uma banda aí, acho que era o Simple Plan
Então...
- Olha que música foda!
- É mesmo, quem canta?
- David Coverdale...
- Ah é, não conheço
- Ele era vocalista de uma banda aí, acho que era o Simple Plan
Então...
segunda-feira, fevereiro 01, 2010
00:13
Tudo acontecendo ao mesmo tempo, sinto o ar faltando, meu espaço acabando e é uma coisa que não dá pra conter, é como uma avalanche. O grande problema é que avalanches não costumam parar bonitinhas e macias, mas sim com uma bela trombada em algum lugar duro, numa pancada de lascar.
Tem tanta coisa que eu queria dizer, mas não conseguiria, eu choro quando fico nervosa e engasgo com aquele soluço infantil e ridículo. Às vezes eu penso que podia ser mais fácil ou pelo menos não tão complicado, outras vezes eu penso que já passou da hora de ir embora. Não sei, não sei...
Aparece gente de todo canto, gente que eu conhecia, que eu não conhecia, que eu vou continuar não conhecendo. Gente que ficou muito próxima tão rápido e do mesmo jeito que veio, foi embora. Gente que não quer ir embora de jeito nenhum, gente que eu não quero que vá, mas que vai mesmo assim. E tem gente que me faz sentir em casa quando tá perto, sabe? tão certo e tão errado.
É, acho que tou filosófica demais hoje.
Fiquei doente esses dias, nem fui trabalhar no domingo a noite, muito menos fui pra faculdade, mas amanhã eu tenho que acordar cedo e encarar minha vida de frente.
De novo. =)
Tem tanta coisa que eu queria dizer, mas não conseguiria, eu choro quando fico nervosa e engasgo com aquele soluço infantil e ridículo. Às vezes eu penso que podia ser mais fácil ou pelo menos não tão complicado, outras vezes eu penso que já passou da hora de ir embora. Não sei, não sei...
Aparece gente de todo canto, gente que eu conhecia, que eu não conhecia, que eu vou continuar não conhecendo. Gente que ficou muito próxima tão rápido e do mesmo jeito que veio, foi embora. Gente que não quer ir embora de jeito nenhum, gente que eu não quero que vá, mas que vai mesmo assim. E tem gente que me faz sentir em casa quando tá perto, sabe? tão certo e tão errado.
É, acho que tou filosófica demais hoje.
Fiquei doente esses dias, nem fui trabalhar no domingo a noite, muito menos fui pra faculdade, mas amanhã eu tenho que acordar cedo e encarar minha vida de frente.
De novo. =)
sábado, janeiro 30, 2010
morte.
Eu vi um homem morrer na minha frente, semana passada no pronto-socorro. No meio do burburinho da RCP, ouvi coisas como "ele bebeu", "afogou", "perdeu". Devia ter uns 30 anos (a minha idade!) e sim, tinha cara de bêbado. Eu saí da sala de emergência antes dos médicos atestarem o óbito, mas soube que o cara tinha morrido pelos gritos de dor da mãe dele, que eram idênticos aos gritos de dor daquela gestante que faltando uma semana para o parto, teve óbito fetal. Gritos de mães que perdem seus filhos são iguais, independente da idade ou da maneira que morreram, podem acordar um quarteirão inteiro, não pelos decibéis, mas pelo desespero agonizante que não se parece com nenhum outro tipo de choro que eu já ouvi na vida.
Mãe é mãe né.
Mãe é mãe né.
quarta-feira, janeiro 20, 2010
um conto curto.
Melissa chegou as seis em casa. Jogou um cigarro na pia só pra ouvir o breve som agonizante da chama que se apaga. Pensou que a vida era como a chama do cigarro, mas afastou rapidamente qualquer outro pensamento funesto. Eram seis da manhã, seis da manhã, e tudo que restava era o prazer que talvez ela pudesse proporcionar a si própria.
Pegou seu celular e tentou olhar a vida sob os olhos míopes do aparelho. Era escuro como uma rua sem saída, como a viela infinita dos seus sonhos. Neles, ela corria com os sapatos nas mãos nessa viela de cascalho. Preferia não dormir a ter que sonhar novamente com a porra da viela.
Encheu o bule de água. Ia fazer um café pra não ter que sonhar hoje. Pegava às sete e meia no trabalho, se caísse no sono fatalmente faltaria. Infelizmente, não havia pães na despensa – um armariozinho sobre a pia. Comer talvez fosse o grande erro, assim como passar a noite enchendo a cara e agüentando cantadas furadas na mesa do bar.
Durante esses anos todos, chegara a conclusão que nenhum homem era sincero, nenhum deles admitiria que só queria sexo. Por que preocupar-se? Por que não jogar o jogo? O bule chiava. Encheu um coador de café em pó enquanto aquele cheiro espalhava pela cozinha. Passou o café letárgica, sentou-se à mesa, virou no copo até a boca, adoçou e adormeceu pra sempre.
Francisco Orlandi Neto
Saudade de vc Chico.
Pegou seu celular e tentou olhar a vida sob os olhos míopes do aparelho. Era escuro como uma rua sem saída, como a viela infinita dos seus sonhos. Neles, ela corria com os sapatos nas mãos nessa viela de cascalho. Preferia não dormir a ter que sonhar novamente com a porra da viela.
Encheu o bule de água. Ia fazer um café pra não ter que sonhar hoje. Pegava às sete e meia no trabalho, se caísse no sono fatalmente faltaria. Infelizmente, não havia pães na despensa – um armariozinho sobre a pia. Comer talvez fosse o grande erro, assim como passar a noite enchendo a cara e agüentando cantadas furadas na mesa do bar.
Durante esses anos todos, chegara a conclusão que nenhum homem era sincero, nenhum deles admitiria que só queria sexo. Por que preocupar-se? Por que não jogar o jogo? O bule chiava. Encheu um coador de café em pó enquanto aquele cheiro espalhava pela cozinha. Passou o café letárgica, sentou-se à mesa, virou no copo até a boca, adoçou e adormeceu pra sempre.
Francisco Orlandi Neto
Saudade de vc Chico.
quarta-feira, janeiro 06, 2010
trecho.
"Ele tinha consciência de que não a amava. Casara-se porque gostava da sua altivez, sua seriedade, sua força e também por um tico de vaidade, mas enquanto ela o beijava pela primeira vez teve a certeza que não haveria nenhum obstáculo para inventar um bom amor. Não falaram a respeito nessa primeira noite em que falaram de tudo até o amanhecer, nem falariam nunca. Mas de um modo geral, nenhum dos dois se equivocou."
Gabriel García Marquez (O amor nos tempos do cólera, pp.198)
É isso.
episódio II
Outro dia eu estava trabalhando, sentada com meus tubinhos cheios de pensamentos e um tantinho de urina. Acho que ninguém imagina o quanto esse tipo de trabalho põe a gente pra pensar. Nesse dia, especificamente, eu tinha mais urinas do que pensamentos e achei bom, pq assim me distrairia, as horas passam mais depressa. Menos filosofia, mais trabalho.
- 1,2,3,4 mil leucócitos e uns 200 mil de hemácias... deve tá com um pedregulho nos rins, coitado. - afasto o microscópio, coço o olho, próxima amostra e PLOFT: a luz queimou.
Não preciso dizer a quantidade de palavrões que eu falei, pq aquele é o microscópio que eu uso pra trabalhar desde o dia que eu cheguei, é o que eu estou acostumada e mesmo tendo outros 3 disponíveis, insisiti em trocar a lâmpada daquele que eu estava usando.
Achei a lampadinha na gaveta, e com todo cuidado fiz a troca. Eu já tinha feito isso outras vezes, então nem foi tão difícil assim. E volto a contar bolinhas, contar num papel o quanto a outra pessoa está doente. Olhando ali células de alguém que eu não conheço, sabendo antes dela mesma que remédio ela vai ter que tomar. Que tipo de medicina é essa, que não se olha na cara de ninguém, mas pode-se descobrir de um tudo da vida da pessoa? Perdida, completamente perdida nas minhas filosofias de madrugada, nos pensamentos de tubinhos, na musica cafona que as recepcionistas ouvem, começou o cheiro de queimado. "Ah não...ele não vai pifar..."
Sim ele pifou. O microscópio eleito, o que eu tive cuidado e preferia, mesmo sem ter testado os outros, agora estava cheirando queimado. Desliguei. Respirei. Não sei consertar microscópio e mesmo que soubesse não teria tempo pra isso.
Contrariada, tirei da tomada e enrolei o fio em volta dele, com tanta pena que parecia ter morrido alguém. Teria que escolher algum daqueles outros e depois de testá-los, peguei um menos pior. Até que ele não era tão ruim, a altura era boa, mas estava um pouco desfocado, tipo TV que não pega, cheia de sombras, tive que tomar cuidado pra não contar dobrado. E assim foi, durante duas horas seguidas, até que lembrei do condensador*.
Bastou um toque de leve pra descobrir que o melhor microscópio do mundo estava o tempo todo do meu lado, sua nitidez de imagem, sua luz branca, seu foco incrível. Se eu soubesse disso antes, já estaria trabalhando com ele há muito tempo e agora, eu não largo dele por nada.
Nunca imaginei que uma luz queimada me faria enxergar melhor =)
*Condensador: sistema de lentes que alinha e focaliza a luz da lâmpada sobre a amostra. Localiza-se na parte inferior da platina. ( olha aqui )
- 1,2,3,4 mil leucócitos e uns 200 mil de hemácias... deve tá com um pedregulho nos rins, coitado. - afasto o microscópio, coço o olho, próxima amostra e PLOFT: a luz queimou.
Não preciso dizer a quantidade de palavrões que eu falei, pq aquele é o microscópio que eu uso pra trabalhar desde o dia que eu cheguei, é o que eu estou acostumada e mesmo tendo outros 3 disponíveis, insisiti em trocar a lâmpada daquele que eu estava usando.
Achei a lampadinha na gaveta, e com todo cuidado fiz a troca. Eu já tinha feito isso outras vezes, então nem foi tão difícil assim. E volto a contar bolinhas, contar num papel o quanto a outra pessoa está doente. Olhando ali células de alguém que eu não conheço, sabendo antes dela mesma que remédio ela vai ter que tomar. Que tipo de medicina é essa, que não se olha na cara de ninguém, mas pode-se descobrir de um tudo da vida da pessoa? Perdida, completamente perdida nas minhas filosofias de madrugada, nos pensamentos de tubinhos, na musica cafona que as recepcionistas ouvem, começou o cheiro de queimado. "Ah não...ele não vai pifar..."
Sim ele pifou. O microscópio eleito, o que eu tive cuidado e preferia, mesmo sem ter testado os outros, agora estava cheirando queimado. Desliguei. Respirei. Não sei consertar microscópio e mesmo que soubesse não teria tempo pra isso.
Contrariada, tirei da tomada e enrolei o fio em volta dele, com tanta pena que parecia ter morrido alguém. Teria que escolher algum daqueles outros e depois de testá-los, peguei um menos pior. Até que ele não era tão ruim, a altura era boa, mas estava um pouco desfocado, tipo TV que não pega, cheia de sombras, tive que tomar cuidado pra não contar dobrado. E assim foi, durante duas horas seguidas, até que lembrei do condensador*.
Bastou um toque de leve pra descobrir que o melhor microscópio do mundo estava o tempo todo do meu lado, sua nitidez de imagem, sua luz branca, seu foco incrível. Se eu soubesse disso antes, já estaria trabalhando com ele há muito tempo e agora, eu não largo dele por nada.
Nunca imaginei que uma luz queimada me faria enxergar melhor =)
*Condensador: sistema de lentes que alinha e focaliza a luz da lâmpada sobre a amostra. Localiza-se na parte inferior da platina. ( olha aqui )
quarta-feira, dezembro 30, 2009
06:39 pm
Eu queria que fosse mais complicado, mas cada vez que eu olho pra tudo isso vejo que não tem nada demais, que não tem psiquê nem subconsciente. Nenhuma intenção escondida por trás de palavras meio-ditas. Nada. Você é igual aos outros.
O que aconteceu com seu beijo de efedrina? Quando foi que ele virou apenas saliva?
E por mais que eu não quisesse ouvir, eram os outros que estavam certos, em suas visões simplistas de quem está de fora. Eu briguei, eu não queria aceitar.
E os olhares acusadores eram como um tapa: "olha aqui sua burra!"
Eu quis te salvar dentro de mim, mas você morreu.
Desculpa.
O que aconteceu com seu beijo de efedrina? Quando foi que ele virou apenas saliva?
E por mais que eu não quisesse ouvir, eram os outros que estavam certos, em suas visões simplistas de quem está de fora. Eu briguei, eu não queria aceitar.
E os olhares acusadores eram como um tapa: "olha aqui sua burra!"
Eu quis te salvar dentro de mim, mas você morreu.
Desculpa.
quinta-feira, dezembro 17, 2009
Açúcar amargo
Melissa diz:
ohn
vc não tá bem hj mesmo né
rhony. diz:
nem um pouco
=s
Melissa diz:
será que eu posso ajudar?
rhony. diz:
vc ajuda existindo
Melissa diz:
amo vc.
E eu amo mesmo.
ohn
vc não tá bem hj mesmo né
rhony. diz:
nem um pouco
=s
Melissa diz:
será que eu posso ajudar?
rhony. diz:
vc ajuda existindo
Melissa diz:
amo vc.
E eu amo mesmo.
terça-feira, dezembro 15, 2009
meu bem...
daqui eu observo e vejo vc fazer tudo errado de novo.
Comparo as coisas que vc diz com as coisas que vc faz e nada está de acordo, é até engraçado.
E a unica conclusão que eu tiro de tudo isso, é que quem se enganou de verdade fui eu.
Cuide-se.
Comparo as coisas que vc diz com as coisas que vc faz e nada está de acordo, é até engraçado.
E a unica conclusão que eu tiro de tudo isso, é que quem se enganou de verdade fui eu.
Cuide-se.
segunda-feira, dezembro 07, 2009
Das lições e das paixões.
Hoje é aniversário do Ger, parabéns velhinho por seus trintão!
As vezes, de tanto que eu falo nele, as pessoas podem achar que eu ainda sinto alguma coisa, mas não é bem isso... Acontece que o Ger é a única referência que eu tenho de alguma coisa que deu certo comigo. Acho que foi com ele que eu aprendi que estar apaixonada nem sempre é o mais importante.
Oi? mas eu mesma que disse que terminei justamente pq não tava apaixonada, agora vem com essa de "não é o mais importante?!"
Eu já perdi as contas de quantas vezes me apaixonei e desapaixonei desde que terminei o namoro, acho que nem lembro o nome de todas as pessoas.É aquele sentimento meio sufocante, de joelhos moles e mãos trêmulas, de falta de ar e sofrimento poético, que sempre terminava do mesmo jeito que começou, ou seja, rápido. Não consigo ter a lembrança de alguma dessas paixões onde eu realmente gostava de conversar com a pessoa ou tinha uma certa admiração. Respeito eu tenho sim (por educação talvez), mas admiração é tão difícil e no final das contas não se salvava nem a amizade e aí voltava o vazio.
Algumas paixões eram mais violentas, outras nem tanto, mas a sensação entorpecente acontecia sempre, tipo um vício. E é até engraçado pq de certa forma era tão previsível o final trágico da coisa, que eu não entendo pq eu não parava antes. E de novo, de novo, de novo...
Ai, acho uó citar música em meio de texto, mas é bem verdade que agora "eu quero a sorte de um amor tranquilo", pq eu percebi que esse é o tipo mais valioso, é o tipo que vc não esquece nunca, sobretudo em tempos de pessoas de plástico, de gentinha descartável, onde sempre tem (UAU!!!), uma festa.
Os joelhos moles e as mãos trêmulas podem aparecer a qualquer momento, até pra um bandido (rs, não resisti), mas alguém que aguenta suas piadas ruins, o mau-humor e ainda consegue ver alguma coisa de bom nisso, ah, eu acho que deve ser levado a sério. Pena que isso é tão difícil, muito mais difícil do que qualquer paixão desavorada, dessas de novela. Acho que nesse tempo todo só teve uma pessoa com quem eu realmente gostasse de conversar e nutrisse admiração e desejo ao mesmo tempo, mas é carta fora do meu baralho, ele não é pra mim.
Mesmo assim eu ainda tenho aquela idéia romântica meio boba, de que em algum lugar tem alguém que vai ficar comigo, só que eu ainda não sei quem é. Não era o Gerson, mas eu sou agradecida pela lição que aprendi com ele e agora eu espero conseguir aproveitar a chance, quando o pote de ouro cair de novo no meu quintal, nem que seja só uma moedinha. =)
As vezes, de tanto que eu falo nele, as pessoas podem achar que eu ainda sinto alguma coisa, mas não é bem isso... Acontece que o Ger é a única referência que eu tenho de alguma coisa que deu certo comigo. Acho que foi com ele que eu aprendi que estar apaixonada nem sempre é o mais importante.
Oi? mas eu mesma que disse que terminei justamente pq não tava apaixonada, agora vem com essa de "não é o mais importante?!"
Eu já perdi as contas de quantas vezes me apaixonei e desapaixonei desde que terminei o namoro, acho que nem lembro o nome de todas as pessoas.É aquele sentimento meio sufocante, de joelhos moles e mãos trêmulas, de falta de ar e sofrimento poético, que sempre terminava do mesmo jeito que começou, ou seja, rápido. Não consigo ter a lembrança de alguma dessas paixões onde eu realmente gostava de conversar com a pessoa ou tinha uma certa admiração. Respeito eu tenho sim (por educação talvez), mas admiração é tão difícil e no final das contas não se salvava nem a amizade e aí voltava o vazio.
Algumas paixões eram mais violentas, outras nem tanto, mas a sensação entorpecente acontecia sempre, tipo um vício. E é até engraçado pq de certa forma era tão previsível o final trágico da coisa, que eu não entendo pq eu não parava antes. E de novo, de novo, de novo...
Ai, acho uó citar música em meio de texto, mas é bem verdade que agora "eu quero a sorte de um amor tranquilo", pq eu percebi que esse é o tipo mais valioso, é o tipo que vc não esquece nunca, sobretudo em tempos de pessoas de plástico, de gentinha descartável, onde sempre tem (UAU!!!), uma festa.
Os joelhos moles e as mãos trêmulas podem aparecer a qualquer momento, até pra um bandido (rs, não resisti), mas alguém que aguenta suas piadas ruins, o mau-humor e ainda consegue ver alguma coisa de bom nisso, ah, eu acho que deve ser levado a sério. Pena que isso é tão difícil, muito mais difícil do que qualquer paixão desavorada, dessas de novela. Acho que nesse tempo todo só teve uma pessoa com quem eu realmente gostasse de conversar e nutrisse admiração e desejo ao mesmo tempo, mas é carta fora do meu baralho, ele não é pra mim.
Mesmo assim eu ainda tenho aquela idéia romântica meio boba, de que em algum lugar tem alguém que vai ficar comigo, só que eu ainda não sei quem é. Não era o Gerson, mas eu sou agradecida pela lição que aprendi com ele e agora eu espero conseguir aproveitar a chance, quando o pote de ouro cair de novo no meu quintal, nem que seja só uma moedinha. =)
quarta-feira, dezembro 02, 2009
En français.
Et ces jours que j'ai passée
Et ce coeur que n'arrete
la beautée de tout ça, peut être
l'impossible
je ne sais plus
je ne sais plus
je pense encore
avec un sanglot muet:
il y aura un jour,
un seul jour?
les autres
je souhaite
je souhaite
Et ce coeur que n'arrete
la beautée de tout ça, peut être
l'impossible
je ne sais plus
je ne sais plus
je pense encore
avec un sanglot muet:
il y aura un jour,
un seul jour?
les autres
je souhaite
je souhaite
quarta-feira, novembro 25, 2009
Quadrilha
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
(Carlos Drummond de Andrade)
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
(Carlos Drummond de Andrade)
segunda-feira, novembro 23, 2009
11:51 pm.
Eu muito curiosa querendo entender o que era mixagem e masterização:
Cello diz: em miudos, mixar é arrumar tudo junto, masterizar é fazer a faixa pular no seu falante.
Cello diz: comparando com produção feminina de roupa: mixar é combinar a roupa e o sapato,
masterizar é botar detalhes tipo um bottom e fazer a maquiagem.
Adorei a didática.
Cello diz: em miudos, mixar é arrumar tudo junto, masterizar é fazer a faixa pular no seu falante.
Cello diz: comparando com produção feminina de roupa: mixar é combinar a roupa e o sapato,
masterizar é botar detalhes tipo um bottom e fazer a maquiagem.
Adorei a didática.
segunda-feira, novembro 16, 2009
Piada de loira.
Hoje, prova na faculdade. No fundão, a gente colava na cara dura:
Profa. - Ei, as duas loiras aí no fundo!
Renan (sentado na minha frente) - Eu só peguei o lápis que caiu no chão professora!
Profa. - Eu tava falando com a loira de trás.
Bicha.
Profa. - Ei, as duas loiras aí no fundo!
Renan (sentado na minha frente) - Eu só peguei o lápis que caiu no chão professora!
Profa. - Eu tava falando com a loira de trás.
Bicha.
quarta-feira, novembro 04, 2009
9:21 pm.
Com Chock, no Gtalk:
Edu: tô em casa já.
(Tava ligando o circulador de ar. Antes que eu sumisse...)
eu: é da Arno seu circulador de ar?
circuladores de ar sempre são da Arno
Edu: Mondial.
Sempre sou meio estranho.
hahaha
eu: como vc é indie.
Edu: tô em casa já.
(Tava ligando o circulador de ar. Antes que eu sumisse...)
eu: é da Arno seu circulador de ar?
circuladores de ar sempre são da Arno
Edu: Mondial.
Sempre sou meio estranho.
hahaha
eu: como vc é indie.
8:50 pm.
Sempre tem umas figuras bizarras que me adicionam no MSN.
A de hoje foi:
eu - Quem é?
ele - Jurandir
eu - Prazer, Jurema.
ele - qual sua cidade?
eu - Jurupeba (existe isso?)
ele - eu sou de Santos.
¬¬
A de hoje foi:
eu - Quem é?
ele - Jurandir
eu - Prazer, Jurema.
ele - qual sua cidade?
eu - Jurupeba (existe isso?)
ele - eu sou de Santos.
¬¬
quinta-feira, outubro 15, 2009
21:45
"Those days and nights I was good to you.
They must not have meant very much to you.
The night I needed you the most,
My cries fell on deaf ears."
(Running - Information Society)
Hoje de manhã peguei o iPod do meu irmão emprestado e foi ouvindo essa música que entrei na faculdade, duas horas atrasada. Antes eu gostava de ir pra faculdade, mas agora eu acho um saco... de manhã o mundo é um saco e sinceramente eu não vejo a hora disso tudo acabar e eu poder dedicar minhas manhãs ao sono e meu dinheiro a uma casa.
Mas não é de todo mal e no fundo eu me divirto. Sabe aquelas meninas que vão de salto fino logo cedo na faculdade? E aqueles cabeludos usando camiseta de umas bandas tipo Blind Guardian ou EdGuy? Então, lá tem de monte. De vez em quando eu tenho ímpetos de chegar numa dessas criaturas e dizer: "Cê tá todo errado" mas eles devem achar a mesma coisa de mim, do meu cabelo cinza e dos modelos de óculos absurdos que eu chego usando logo cedo também. No fundo eu me sinto aliviada, já pensou se eu fosse como eles? Medo.
A parte boa é o meu emprego: trabalho 3 noites por semana, durmo entre 3 e 6 da manhã e ainda me pagam mais pra isso. Adoro. Obviamente eu reclamo como todo funcionário público faz e tenho consciência que faço isso de barriga cheia, afinal não conheço ninguém com um emprego diurno que consiga dormir entre 3 e 6 da tarde com o consentimento da chefia. A pergunta que todo mundo me faz: se eu quero ir pra equipe do dia? Nem morta! hahahahahahahaha...ganhar menos e trabalhar mais não é pra mim, beijos.
O namorado? ah, dei cartão vermelho. Até gostava dele, mas não tanto quanto eu sei que sou capaz de gostar de alguém. Excelente pessoa, tomara que ele arrume alguém mais parecida com ele...é leve demais pra mim, será que dá pra entender?
Voltando ao assunto da faculdade, cheguei faltando 10 minutos pro intervalo e descobri que logo após nós teríamos aula prática de anatomorto. Assunto do dia: Sistema Reprodutor Masculino e Feminino. Incompetência do dia: esqueci de levar o avental portanto não poderia entrar no laboratório. Fui embora, comprei uma saia verde, tinta cinza e uns esmaltes, daí me mandei pra manicure e voltei pra casa linda, cinza e de unhas feitas. A idéia era estudar a matéria que eu (não) tive hoje, mas pensando bem acho que vou ver um filme. Agora.
PS: Rápido assim, igual um sorvete, ele veio e foi. E dessa vez um sorvete teria sido mais gostoso do que um milk shake de Ovomaltine, do que um amor pra vida inteira.
They must not have meant very much to you.
The night I needed you the most,
My cries fell on deaf ears."
(Running - Information Society)
Hoje de manhã peguei o iPod do meu irmão emprestado e foi ouvindo essa música que entrei na faculdade, duas horas atrasada. Antes eu gostava de ir pra faculdade, mas agora eu acho um saco... de manhã o mundo é um saco e sinceramente eu não vejo a hora disso tudo acabar e eu poder dedicar minhas manhãs ao sono e meu dinheiro a uma casa.
Mas não é de todo mal e no fundo eu me divirto. Sabe aquelas meninas que vão de salto fino logo cedo na faculdade? E aqueles cabeludos usando camiseta de umas bandas tipo Blind Guardian ou EdGuy? Então, lá tem de monte. De vez em quando eu tenho ímpetos de chegar numa dessas criaturas e dizer: "Cê tá todo errado" mas eles devem achar a mesma coisa de mim, do meu cabelo cinza e dos modelos de óculos absurdos que eu chego usando logo cedo também. No fundo eu me sinto aliviada, já pensou se eu fosse como eles? Medo.
A parte boa é o meu emprego: trabalho 3 noites por semana, durmo entre 3 e 6 da manhã e ainda me pagam mais pra isso. Adoro. Obviamente eu reclamo como todo funcionário público faz e tenho consciência que faço isso de barriga cheia, afinal não conheço ninguém com um emprego diurno que consiga dormir entre 3 e 6 da tarde com o consentimento da chefia. A pergunta que todo mundo me faz: se eu quero ir pra equipe do dia? Nem morta! hahahahahahahaha...ganhar menos e trabalhar mais não é pra mim, beijos.
O namorado? ah, dei cartão vermelho. Até gostava dele, mas não tanto quanto eu sei que sou capaz de gostar de alguém. Excelente pessoa, tomara que ele arrume alguém mais parecida com ele...é leve demais pra mim, será que dá pra entender?
Voltando ao assunto da faculdade, cheguei faltando 10 minutos pro intervalo e descobri que logo após nós teríamos aula prática de anatomorto. Assunto do dia: Sistema Reprodutor Masculino e Feminino. Incompetência do dia: esqueci de levar o avental portanto não poderia entrar no laboratório. Fui embora, comprei uma saia verde, tinta cinza e uns esmaltes, daí me mandei pra manicure e voltei pra casa linda, cinza e de unhas feitas. A idéia era estudar a matéria que eu (não) tive hoje, mas pensando bem acho que vou ver um filme. Agora.
PS: Rápido assim, igual um sorvete, ele veio e foi. E dessa vez um sorvete teria sido mais gostoso do que um milk shake de Ovomaltine, do que um amor pra vida inteira.
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